A IMPORTÂNCIA deste blog

Este blog foi criado para os professores, pais, amigos, Encarregados de Educação dos alunos ( e os próprios alunos)que frequentam esta sala e pretende ser pertença de todos.Este blog poderá constituir um valioso instrumento de comunicação/articulação permanente entre todos os intervenientes do processo ensino/aprendizagem das nossas crianças e principalmente com a docente de Educação Especial:- Poderão colocar dúvidas;-Ter conhecimento algumas actividades da nossa sala e saber como participar;- Receber/dar algumas informações importantes sobre as diferentes problemáticas;- Ter acesso a material de trabalho.- Partilhar os seus conhecimentos/ comunicar com os outros pais;VISITEM-NOS, DIVULGUEM, DEIXEM OS VOSSOS COMENTÁRIOS, PARTILHEM CONNOSCO AS VOSSAS EXPERIÊNCIAS, TRABALHOS E SUGESTÕES. TODA A AJUDA É PRECIOSA! Só assim o nosso blog poderá crescer e ser útil para as nossas crianças/jovens!

domingo, 28 de dezembro de 2008

Noticias sobre o projecto "Histórias Tradicionais"

Já temos um conjunto de fantoches de dedo para contar a histórias "Os 3 Porquinhos"!!!
Aproveito para relembrar que deverão entregar os fantoches que produzirem até ao dia 17 de Janeiro.
As crianças estão ansiosas pela chegada das vossas criações!

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Tranças de Natal

Quando fomos à Quinta Pedagógica fizemos "Tranças de Natal". Vou deixar aqui a receita para fazerem em casa. É muito simples.
Receita
Junta-se os seguintes ingredientes num recipiente apropriado:
.2 Kg de farinha;
.650 g de açúcar;
. 20g de sal;
. 40 g de fermento de padeiro que se deve desfazer em 1/2 litro de leite à temperatura ambiente;
.100g de manteiga líquida;
. 8 ovos;

No final moldam-se a massa de forma a fazer uma trança, decora-se com frutas cristalizadas e pincela-se com 2 ovos que foram batidos à parte.
Vai ao forno e temos as nossas tranças de Natal prontas a comer!

domingo, 14 de dezembro de 2008

Visita de Estudo à Quinta Pedagógica

No dia 10 de Dezembro realizámos uma Visita de Estudo à Quinta Pedagógica dos Olivais. Eramos 12 pessoas: 9 alunos da nossa salinha e 3 adultos (duas professoras e 1 pai).
Como fomos de metro aproveitamos para prestar atenção ao caminho que fizemos, estações que passámos, linhas que percorremos para chegar ao nosso destino, bem como no regresso à escola. Para alguns alunos o mapa das linhas de metro não eram novidade , pois já tinham trabalhado nas nossas aulas de apoio no ano lectivo anterior, tendo servido para consolidar as aprendizagens, mas para outros constituiu uma novidade.
Na Quinta Pedagógica juntou-se a nós a Terapeuta da Fala da nossa escola, que nos acompanhou durante esta visita.
Participamos numa actividade denominada "Aromas e Sabores" onde confeccionamos "Tranças de Natal", que foram cozinhadas em forno a lenha.
Quando terminamos a visita aos animais da "Quinta"tinhamos as nossas "tranças" acabadinhas de sair do forno, bem quentinhas, para nos deliciarmos.
Após conversa com os alunos verifiquei que apreciaram a Visita de Estudo e que do ponto de vista pedagógico teve um resultado bastante positivo.

Para mais informações sobre a Quinta Pedagógica dos Olivais acesse ao site: http://quintapedagogica.cm-lisboa.pt

sábado, 6 de dezembro de 2008

Como fazer FANTOCHES DE MÃO:

Faça primeiro um molde de jornal. Use sua mão como um guia para medir os tamanhos mas deixe bastante espaço para que sua mão se movimente dentro do fantoche. Corte e costure dois pedaços de tecido. Se estiver usando uma cabaça, pode colocar a cabeça directamente sobre o corpo. Caso contrário, faça um tubo pequeno de papelão para ajudar a prender a cabeça junto ao corpo.
Pode adicionar as mãos do fantoche, se quiser . Faça um tubo pequeno de cartolina. Cole um dos lados e corte pelo formato de uma mão.
Como fazer a cabeça:
Use um pequeno balão, uma cabaça (corte a extremidade) ou grama prensada para conseguir o formato da cabeça. Faça uma pasta de farinha e água ou use cola de papel. Corte tiras de papel de jornal, passe na pasta e faça o formato da cabeça com várias tiras de papel. Deixe secar e então pinte a cabeça. Faça o cabelo de fios de lã, palha ou pele.

Veja mais ideias para fazer fantoches no link:
http://educacaodofuturo.org/rabiscos/index.php?option=com_content&task=view&id=370&Itemid=34

O NOVO Projecto: "Histórias Tradicionais"

Na reunião de dia 5 /12, foi lançado um novo projecto para este ano lectivo que se intitula "Histórias Tradicionais".
O projecto consiste num trabalho em torno de 5 histórias tradicionais previamente seleccionadas com os seguintes critérios: simplicidade e pertinência ao nível do contexto escolar (são histórias que surgem frequentemente em contexto de sala de aula).
As histórias escolhidas são:

O Capuchinho Vermelho
Os 3 Porquinhos
A Branca de Neve e os 7 Anões
A Carochinha
A Tartaruga e a Lebre
Estas histórias serão trabalhadas em pequeno grupo no espaço de aula de Educação Especial de uma forma lúdica para que seja uma experiência positiva e bem aceite pelos alunos, facilitando o atingir dos objectivos propostos.
Com este projecto pretende-se desenvolver uma série de competências nos alunos da nossa sala nomeadamente ao nível cognitivo e linguístico, nomeadamente a memória, o raciocínio lógico, a imaginação, a expressão oral e escrita, entre outras, que se consideram fundamentais para um melhor desempenho escolar.
Operacionalização:
Num "trono real" (uma cadeira decorada para esse efeito) vão-se contar as histórias lendo os livros e dramatizando com fantoches, podendo-se utilizar também o teatrinho de fantoches ou uma versão mista.
O que vai ser fundamental é cativar a atenção e interesse destes alunos para as histórias e a partir daí desenvolver um conjunto de actividades que culminarão em muitos casos em actividades de registo escrito, respeitando obviamente o ritmo individual de cada um.

Aqui fica a fotografia do "trono real" do nosso projecto

A reunião de Pais

Ontem, dia 5 de Dezembro, realizou-se a reunião com os Pais da nossa salinha. Estiveram presentes 6 Encarregados de Educação e foram abordadas fundamentalmente duas temáticas: os PROJECTOS e os DESAFIOS da nossa sala.
Da minha parte considero que, embora o número de pais presentes na reunião tenha sido reduzido, de uma forma geral encontram-se interessados em participar mais activamente nos projectos da nossa sala.
Relativamente aos desafios, para o mais urgente foi encontrada uma solução imediata (o que foi fantástico) e para os restantes desafios foram traçadas algumas linhas de acção.
Desta forma, penso que foi uma reunião que atingiu todos os objectivos propostos e fundamentais para se continuar a prosseguir no bom caminho de uma educação de qualidade para os alunos com Necessidades Educativas Especiais desta escola.
Deixo aqui um agradecimento especial para todos estes pais que tiveram presentes nesta reunião.
Professora Cláudia B.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Professor do Ano- LINDO!!!

Professor do ano foi aquele que, com depressão profunda, persistiu em ensinar o melhor que sabia e conseguia os seus 80 alunos.


Professor do ano foi aquela que tinha cancro e deu as suas aulas até morrer.


Professor do ano foi aquela que leccionou a 200 km de casa e só viu os filhos e o marido de 15 em 15 dias.


Professor do ano foi aquela que abandonou o marido e foi com a menina de 3 anos para um quarto alugado. Como tinha aulas à noite, a menina esperava dormindo nos sofás da sala dos professores.


Professor do ano foi aquele que comprou o material do seu bolso porque as crianças não podiam e a escola não dava.


Professor do ano foi aquele que, em cima de todo o seu trabalho, preparou acções de formação e se expôs partilhando o seu saber e os seus materiais.


Professor do ano foi aquela que teve 5 turmas e 3 níveis diferentes.


Professor do ano foi aquele que pagou para trabalhar só para que lhe contassem mais uns dias de serviço.


Professor do ano foi aquele que fez mestrado suportando todos os> custos e sacrificando todos os fins-de-semana com a família.


Professor do ano foi aquele que foi agredido e voltou no dia seguinte com a mesma esperança.


Professor do ano foi aquele que sacrificou os intervalos e as horas de refeição para tirar mais umas dúvidas.


Professor do ano foi aquele que organizou uma visita de estudo mesmo sabendo que Jorge Pedreira considerava que ele estava a faltar.


Professor do ano foi aquele que encontrou forças para motivar os alunos depois de ser indignamente tratado pelos seus superiores do ME.


Professor do ano foi aquele que se manifestou ao sábado sacrificando um direito para preservar os seus alunos.


Professor do ano foi aquele presidente de executivo que viveu o ano entre o dever absurdo, a pressão e a escola a que quer bem, os colegas que estima.


Professor do ano... tanto professor do ano.


Professores do ano, todo o ano, fomos todos nós, professores, que o continuamos a ser mesmo após uma divisão absurda.


Professor do ano... tanto professor do ano em cada escola, tanto milagre em cada aluno.


Somos mais que professores do ano. Somos professores sempre!


(Recebido por mail)

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Início de ano atribulado

Este ano começou logo muito agitado:
O meu computador pessoal, que trazia diariamente para a escola, estava "doentinho" e o Sr Carlos, a quem agradeço desde já, pai de uma aluna da nossa escola, levou-o para o reparar: logo, ficamos sem computador ... Enfim, um transtorno enorme, mas necessário...
Então, como a reparação demorou algum tempo e não temos computador na nossa sala, resolvi ir reparar o meu computador lá de casa e trazê-lo para a escola de forma a pô-lo à disposição dos alunos da sala e realizar nele todo o trabalho que envolve uma sala como esta: fichas de trabalho adaptado, materiais adaptados, utilização de sites educativos, software educativo especializado,actualização do site e também toda a parte burocrática como PEIs, relatórios, etc.
Queria deixar um agradecimento ao Sr. Bruno Silva, muito simpático, do PC Service que fez um desconto no arranjo do computador e ficou de arranjar um computador para a nossa salinha.
Pode ser que brevemente tenhamos um computador novo na sala.
Espero brevemente ter boas notícias :)

terça-feira, 23 de setembro de 2008

domingo, 7 de setembro de 2008

Uma história 365 dias

Aqui fica um link para um site muito interessante que eu uso todos os dias, para ler uma história à minha filha.
Espero que também vos seja util.

http://www.historiadodia.pt/pt/index.aspx
Até breve

quarta-feira, 11 de junho de 2008

ATENÇÃO PAIS/ENCARREGADOS DE EDUCAÇÃO:

No seguimento do trabalho desenvolvido até à data neste blog e com o intuíto de um maior envolvimento dos pais/Encarregados de Educação agradeço que mandem um endereço de E-mail a que acedam frequentemente, para a caixa do correio da salinha, identificando-se e referindo o aluno em questão, de forma a enviar-vos notificações cada vez que for publicado um novo artigo no blog.
Até já!

segunda-feira, 9 de junho de 2008

As Férias estão a chegar! Aqui ficam os T.P.F.s

Com o calor as nossas crianças começam a ficar ansiosas pelas férias, pela oportunidade de poder dormir mais um bocadinho e para os mais afortunados o merecido descanso com a sua família, com umas férias junto à praia ( ou mesmo idas à praia), com mais tempo para brincar com os amigos...
Pois bem, as férias devem ser isto tudo e um bocadinho mais. Acima de tudo deve ser uma época de lazer construtivo, devendo ter como objectivo proporcionar às nossas crianças as mais ricas e saudáveis experiências possíveis, para que se sintam felizes e ao mesmo tempo contribuir para sua formação pessoal e social.
Para tal é fundamental que a família esteja o mais próximo e lhes dedique a maior atenção possível, fazendo "programas" para eles (os nossos meninos (as)).
Desta forma deixo-vos aqui algumas sugestões de T.P.Fs (procuro dar sugestões de actividades a baixo ou nenhum custo mas de grande valor pedagógico para os meus alunos):
- Ir à Quinta Pedagógica dos Olivais (é gratuito e fica em frente à porta do Olivais Shopping. Aconselho a que vá de metro. É uma oportunidade excelente para lhes ensinar como se utiliza este meio de transporte, deixando-os comprar os bilhetes, ver o mapa...)
-Dar um passeio de eléctrico e já agora vá também ao elevador da glória ( Vá sempre falando e explicando o que os rodeia. Vá de metro... Vai ser inesquecível! )
-Faça uma pesquisa dos museus gratuitos e escolha um para o levar.
-Vá ver uma peça de teatro (há sempre peças infantis e promoções, muito em conta, aqui na Malaposta e outros);
-Ir à Biblioteca Municipal (pelo menos uma vez por semana) para ler um livro, para o seu filho ( ou com o seu filho)- delicie-se com os livros maravilhosos que existem na secção infantil- requisite um para levar para casa !
- Ir ao Parque Infantil o maior número de vezes possível, procurando sempre que eles brinquem com outras crianças da mesma idade, nem que para isso os pais também entrem na brincadeira. Deverão incentivar a que brinquem em todas as diversões do parque.
-Deverão ensinar-lhes jogos tradicionais que envolvam perícias como saltar à corda, andar a pé coxinho, apanhar e lançar bolas, etc.
Espero que gostem das sugestões e que as sigam dentro das vossas possibilidades e organização familiar. Não se esqueçam de contar aqui no blog os vossos passeios e actividades! Vou ficar a aguardar novidades! Tenho a certeza que os vossos filhos vão adorar estas férias! Vão ser sensacionais!!

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Queridos Pais/Encarregados de Educação:

Venho por este meio solicitar a vossa ajuda para verificar a viabilidade da introdução de um programa no computador da nossa salinha ( computador que tem estado à disposição dos alunos para realizarem alguns trabalhos).
Caso haja alguém que entenda um bocadinho de computadores e tenha alguma disponibilidade para me ajudar a melhorar a eficácia deste instrumento de trabalho, agradecia que entrasse em contacto comigo através do e-mail.
Desde já agradeço a disponibilidade!

terça-feira, 3 de junho de 2008

A Hora do Conto- Um projecto para o Desenvolvimento das Competências Sociais



Este projecto encontra-se a ser desenvolvido pela Docente do Ensino Regular coadjuvada pela Docente de Educação Especial e visa desenvolver as Competências Sociais de uma turma da nossa escola.
Este projecto surgiu após a identificação de lacunas na turma em questão, ao nível das Competências Sociais.
Sabendo que parte do trabalho docente consiste em promover e reforçar os valores que guiarão a criança agora e no futuro, pretende-se com este projecto, realizar uma intervenção de curta duração onde serão abordados alguns temas que incidem nas competências sociais a desenvolver na referida turma e que será uma estratégia entre outras para a mudança dos seus comportamentos e atitudes.

Professores: Sugestões para a gestão dos Distúrbios Graves de Atenção



Os professores sabem aquilo que muitos outros profissionais ignoram: Não existe um sindroma de Distúrbios Graves de Atenção, mas sim muitos. Os DGA raramente aparecem na sua forma "pura" ; frequentemente, surgem associados a outros problemas como as dificuldades de aprendizagem ou os distúrbios emocionais. É comum dizer-se que os DGA mudam como o vento, inconstante e imprevisível. Da mesma forma podemos dizer, apesar do que nos é serenamente explicado em muitos textos, que o tratamento dos DGA é uma tarefa árdua e que exige grande empenhamento.Não há soluções fáceis para a gestão dos DGA na sala de aula ou em casa. Resumindo tudo o que já foi dito e feito até hoje, a efectividade de qualquer tipo de intervenção reeducativa neste problema depende, essencialmente, da bagagem pedagógica e da persistência da Escola de uma forma geral e, individualmente, do professor.Aqui fica uma série de alvitres para a gestão dos DGA na Escola. As sugestões que se seguem destinam-se aos professores de crianças de todas as idades. Algumas delas serão, obviamente, mais apropriadas para crianças mais novas, outras para jovens, mas os princípios educativos, a estrutura interventiva e os esquemas de encorajamento são válidos para todos.
1. Em primeiro lugar e antes de tudo certifique-se de que aquilo com que está a lidar são, efectivamente, Distúrbios Graves de Atenção. É verdade que, definitivamente, não compete ao professor diagnosticar os DGA, mas pode e deve certificar-se de algumas coisas. Concretamente, certifique-se que a criança fez, recentemente, exames auditivos e ópticos e que qualquer outro tipo de problemas de cariz médico está excluído. Assegure-se de que foi feita uma adequada avaliação. Faça todas as perguntas necessárias até estar seguro. A responsabilidade de todo o processo referido pertence aos pais, não aos professores, mas estes podem apoiá-los e aconselhá-los.
2. Em segundo lugar, trate de assegurar os seus suportes pessoais. Ser professor de uma turma onde há duas ou três crianças com DGA pode ser extremamente desgastante. Certifique-se de que tem o suporte da Escola e dos Pais. Assegure-se de que há alguém por perto com quem se pode aconselhar quando tiver algum problema (um pedopsiquiatra, um psicólogo, uma assistente social, um professor especializado em educação especial, um pediatra... o grau académico da pessoa é irrelevante. O que interessa é que essa pessoa tenha bastantes conhecimentos sobre os DGA, já tenha visto bastantes crianças com DGA, saiba qual o papel que pode desempenhar junto da sua sala de aula e que fale honesta e francamente). Tenha a certeza de que os pais estão a trabalhar consigo. Assegure também o apoio dos seus colegas.
3. Em terceiro lugar, conheça os seus limites. Não tenha medo de pedir ajuda. Não pode pressupor que, por ser professor, tem que ser perito em DGA. Tem que reconhecer que é muito agradável procurar ajuda quando sente que tem necessidade dela.
4. Pergunte à criança o que é que a pode ajudar. Estas crianças são, muitas vezes, bastante intuitivas. São capazes de lhe dizer como podem aprender melhor, desde que lhes coloque a questão. Frequentemente são desconcertantes quando fazem sugestões de motu próprio já que estas podem ser bastante excêntricas. No entanto, tente sentar-se individualmente com a criança e perguntar-lhe como é que ela aprende melhor. Parta do princípio de que o melhor especialista sobre como é que uma criança aprende é ela mesmo. É simplesmente espantoso como as suas opiniões são sistematicamente ignoradas ou, quantas vezes, ninguém lhas pede. Além do que foi dito, e especialmente com os jovens, assegure-se de que eles percebem o que são os DGA. Isso poder-vos-á ajudar bastante a ambos.
5. Lembre-se de que as crianças com DGA necessitam de rotinas educativas, de organização. Precisam de um envolvimento que estruture externamente aquilo elas que são incapazes de estruturar internamente, em si mesmas. Faça listas. As crianças com DGA beneficiam bastante ao terem listas de tarefas onde possam verificar aquilo que fizeram, o que deviam ter feito, o que terão que fazer. Elas necessitam de memorandos. Necessitam de listas de tarefas a executar. Necessitam de repetições. Precisam de directrizes. Têm necessidade de limites. Precisam de organização.
6. LEMBRE-SE DA COMPONENTE EMOCIONAL DA APRENDIZAGEM. Estas crianças precisam de uma ajuda especial para encontrar prazer nas sala de aula, formas de contrariar a tendência para o insucesso e para a frustração, estimulação em vez de tédio ou medo. É fundamental ter em atenção as emoções envolvidas no processo de ensino-aprendizagem.
7. ESTABELEÇA REGRAS. Mantenha-as escritas numa lista sempre à vista. A criança sentir-se-á muito mais segura se souber o que se espera dela.
8. Repita as directivas. Escreva-as. Refira-as em voz alta. As crianças com DGA precisam de ouvir as coisas mais do que uma vez.
9. MANTENHA UM FREQUENTE CONTACTO OCULAR. Poderá fazer regressar à realidade uma criança com DGA. Faça-o com bastante frequência. Um olhar pode fazer voltar à realidade um aluno que está a "sonhar acordado", provocar uma pergunta que, doutra maneira, não seria feita ou, simplesmente, assegurar o silêncio quando for necessário.
10. Sente a criança com DGA junto da sua secretária ou perto de qualquer outro sítio onde esteja a maior parte do tempo. Este tipo de ajuda poderá impedir que ela esteja com "a cabeça na lua" entrando em devaneios que acabam por as angustiar bastante.
11. ESTABELEÇA LIMITES, MARGENS DE MANOBRA. Faça-o de uma forma construtiva, afectiva e não com um sentido punitivo. Faça-o consistentemente, de uma forma previsível, pontualmente e/ou de uma maneira planeada. Não se meta alhadas... Evite grandes discussões argumentativas sobre o sexo dos anjos. Elas tornam-se uma verdadeira diversão para este tipo de crianças. Contenha-se!
12. FAÇA UM HORÁRIO DAS ACTIVIDADES DIÁRIAS. Afixe-o no quadro, na parede ou na carteira do aluno. Remeta-o frequentemente para ele. Se lhe vai introduzir algumas alterações, como costumam fazer os professores verdadeiramente interessantes, avise a criança bastantes vezes e prepare-a. Transições inesperadas ou quebras bruscas da rotina são verdadeiros "bicos de obra" para estas crianças. Ficam perfeitamente desorientadas... Tenha cuidados muito especiais em prepará-la antecipadamente para toda e qualquer transição inesperada. Anuncie-lhe o que vai acontecer e vá-a avisando repetidamente à medida que a hora se aproxima.
13. Tente ajudar a criança a fazer UM HORÁRIO PARA AS tarefas QUE TEM QUE REALIZAR depois da escola, numa tentativa de evitar um dos estereotipos das crianças com DGA: O protelar as tarefas que têm que realizar.
14. Elimine ou reduza consideravelmente a frequência dos testes realizados em tempo limitado. Eles não demonstram grande valor do ponto de vista educacional e, definitivamente, não ajudam nada as crianças com DGA a mostrar o que sabem.
15. ARRANJE "válvulas de escape" como, por exemplo, autorizar a criança a sair da sala de aula por alguns momentos. Se isso puder ser introduzido nas regras instituídas para a turma, permitirá que o aluno abandone a sala por um momento antes de "se perder", servindo, simultaneamente, para lhe desenvolver qualidades importantes como a auto-observação e o autocontrole.
16. PROCURE MARCAR TRABALHOS DE CASA QUE PRIMEM PELA QUALIDADE E NÃO PELA QUANTIDADE. As crianças com DGA necessitam frequentemente de "carga reduzida"! Tem que ter este facto em conta à medida que ela vai progredindo nas aprendizagens. Ela terá tanta dificuldade em concentrar-se a fazer os trabalhos de casa como para estudar as matérias.
17. AVALIE FREQUENTEMENTE OS PROGRESSOS. As crianças com DGA beneficiam bastante se lhes for dado um feedback quase constante. Ajuda-as a manterem-se no caminho traçado, mantem-nas informadas sobre aquilo que se espera delas e se estão ou não a atingir os objectivos estipulados. Esta constância de informação pode ser bastante encorajadora para estes alunos.
18. Divida as tarefas mais complexas em pequenos passos. Este é, tecnicamente, um dos pontos cruciais no ensino destas crianças. As tarefas muito longas ou muito complexas rapidamente desmoralizam o aluno e provocarão o emocional e inevitável "não sou capaz...". Ao dividir a tarefa em pequenos passos, que serão sempre menos complexos e de desempenho mais rápido, cada uma dessas pequenas tarefas resultantes parecerão à criança fáceis de executar e dar-lhe-ão a emoção positiva do sucesso. Em geral, estas crianças conseguem fazer sempre um pouco mais do que aquilo que pensam que serão capazes. Ao dividir as tarefas, o professor ajuda-a a provar isso a si mesma. Com as crianças mais pequenas isto torna-se ainda mais importante já que funciona numa perspectiva de prevenir precocemente futuros estados de frustração antecipada. Com as crianças mais velhas ajuda-as a corrigir a atitude fatalista e desmotivante que, tantas vezes, aparece no seu caminho. Este procedimento ajuda-as de muitas outras formas que não interessa estar aqui a enumerar. FAÇA-O SEMPRE.
19. SEJA LÚDICO, DIVERTIDO, POUCO CONVENCIONAL, APARATOSO. Introduza a inovação na rotina diária. As pessoas com DGA adoram a inovação e reagem com entusiasmo. Ajuda-as a estar atentas - a elas e a si... . Lembre-se que as crianças são pessoas cheias de vida e adoram brincar. Acima de tudo, detestam coisas maçadoras. Grande parte da intervenção que temos com elas envolve coisas potencialmente "chatas": A rotina educativa, as listas de tarefas, os horários e as regras a cumprir. Tem que mostrar à criança que, só por ter de a fazer cumprir estas coisas, não é um professor "chato", não é uma pessoa entediante e a escola não tem que ser, obrigatoriamente, aborrecida. Serviço é serviço, cognac é cognac e cada coisa tem o seu lugar: Se você, de vez em quando, conseguir ser um pouco louco, ajudará bastante...
20. EVITE A ESTIMULAÇÃO EXAGERADA. Lembre-se que, se a panela estiver tempo demais ao lume, a comida esturra. Assim pode acontecer às crianças com DGA quando são superestimuladas. Tem que aprender a reduzir a chama rapidamente antes que lhe cheire a queimado...aí já é tarde! A melhor maneira de lidar com o caos na sala de aula é preveni-lo antes que aconteça.
21. EXPLORE E VALORIZE O SUCESSO O MAIS POSSÍVEL. Estas crianças vivem com o insucesso de uma forma tão permanente que precisam de todos os reforços positivos que puderem receber. ESTE ASPECTO NÃO PODE SER DESVALORIZADO: Estas crianças precisam de elogios e beneficiam deles. Adoram ser elogiadas. Bebem os encorajamentos e crescem à conta deles! Sem eles, definham e secam. O aspecto mais devastador dos DGA não são os próprios DGA, mas os efeitos secundários que têm na auto-estima das crianças. Regue bem estas crianças com encorajamento e elogios q.b. .
22.
UM DOS PROBLEMAS DESTAS CRIANÇAS É A FALTA DE MEMÓRIA. Ensine-lhes alguns truques como mnemónicas, spots, etc. Elas têm, frequentemente, problemas graves na memória a "curto prazo". Ajude-os com rimas, dê-lhes deixas, associe acontecimentos a canções conhecidas, etc., etc. São pequenos truques que podem dar uma grande ajuda à "educação" da sua memória.
23. USE SÍNTESES, ESBOÇOS. ENSINE ATRAVÉS DE RESUMOS. ENSINE REALÇANDO AS COISAS REALMENTE IMPORTANTES. Não é fácil chegar rapidamente à criança com DGA com este tipo de técnica mas, a partir do momento em que ela a compreende, ajudá-la-á bastante a estruturar e dar forma ao que foi aprendido e ao que está a aprender.Éum tipo de ajuda que auxiliará a criança a distinguir o que é IMPORTANTE do que é ACESSÓRIO durante o processo de aprendizagem. É durante este processo que ela necessita de argumentos para lutar contra o rol enorme de futilidades a que, geralmente, dá importância.
24. ANUNCIE, ANTECIPADAMENTE, O QUE VAI DIZER. Depois, diga-o. Depois, diga o que acabou de dizer. A maioria das crianças com DGA, tal como todas as outras, aprende melhor o que vê do que o que ouve. Portanto, sempre que puder, escreva o que vai dizer lendo alto à medida que vai escrevendo. Este simples acto pode ser de grande ajuda. É uma técnica que ajuda bastante a colocar as ideias no seu lugar.
25. SIMPLIFIQUE AS INSTRUÇÕES. Simplifique as escolhas. Simplifique os horários. E, quanto mais simplificada for a sua linguagem, mais facilmente será compreendida. Ser "palrapatecas" só complica! E use uma linguagem colorida. Tal como os anúncios coloridos, também a linguagem colorida atrai a atenção.
26. Use o feedback necessário para ajudar a criança a ser auto-observadora. As crianças com DGA tendem a ser fracas observadoras de si mesmas. Frequentemente não fazem ideia nenhuma de como chegaram a determinado ponto ou de como se estão a comportar. Procure dar-lhes essa informação de uma forma construtiva. Faça-lhe perguntas do género: "Sabes o que é que acabaste de fazer?" ou "Como é que achas que podias ter feito isso de outra maneira?" ou "O que é que te parece que aquela menina sentiu quando tu disseste aquilo que acabaste de dizer?". Faça perguntas que ajudem a desenvolver a sua auto-observação.
27. PONHA SEMPRE POR CLARO O QUE ESPERA DO ALUNO.
28. Um sistema de prémios é uma possibilidade a considerar como parte de um programa de modificação de comportamento.
As crianças com DGA respondem muito bem a incentivos e recompensas. Muitos deles são pequenos empresários...
29. Se a criança parece ter problemas em perceber indicações de carácter social - linguagem corporal (analógica), tom de voz, etc. - tente, de uma forma discreta, dar-lhe alguns conselhos numa espécie de treino social. Por exemplo, diga-lhe: "Antes de contares a tua história, ouve primeiro o que os outros estão a dizer!" ou "Deves olhar para quem está a falar contigo!". Muitas crianças com DGA são consideradas como sendo indiferentes a tudo ou metidas consigo mesmo quando, de facto, ninguém as ensinou a interagir. Esta competência não aparece naturalmente em todas as crianças, mas pode ser ensinada e treinada.
30. Ensine-lhes competências que lhes permitam testar a sua atracção pessoal.
31. Aproveite os mais variados pretextos para pôr um jogo em acção. A motivação é fundamental para lidar com crianças com DGA.
32. Separe os companheiros de carteira, desfaça mesmo grupos se não funcionam bem em conjunto. Terá que tentar novos agrupamentos até encontrar um que funcione.
33. Preste muita atenção às pessoas ou actividades a que a criança se prende mais. Estas crianças têm necessidade de se sentir ligadas a qualquer coisa, envolvidas. Quanto mais tempo se mantiverem envolvidas com alguém ou alguma coisa mais motivadas estarão e não será tão fácil "desligarem" e sintonizarem outro tipo de coisas.
34. Sempre que possível, responsabilize a criança com DGA por qualquer coisa.
35. Tente pôr em prática um livro de recados escola-casa / casa-escola. Pode ajudar bastante na comunicação entre o professor e os pais e evitar mal-entendidos e crises. Também ajudará bastante a que todos possam dar o feedback que a criança necessita.
36. Tente usar um "diário de bordo" onde anote os progressos diários do aluno.
37. ENCORAJE a criança a organizar-se para se auto-responsabilizar por algumas coisas.
Breves trocas de impressões no fim das aulas podem ajudar.
Se necessário considere a hipótese de ter que usar despertadores, campainhas, etc.
38. Prepare a criança para o tempo não organizado, quando não existe a estrutura mais ou menos rígida de uma aula, que transmite alguma segurança. Estas crianças precisam de saber, antecipadamente, o que vai acontecer para se prepararem internamente. Se se encontrarem subitamente, de surpresa, em actividades não estruturadas, estas poderão ter o efeito de uma super-estimulação.
39. Estimule, acaricie, aprove, ENCORAJE, alimente.
40. Com alunos mais velhos, estimule-os a escreverem as suas notas sobre as questões que se lhes põem durante as aulas. Essencialmente escreverão não só aquilo que lhes é dito mas também a opinião que têm sobre esses mesmos assuntos. Esta técnica ajudá-los-á a ouvir melhor.
41. Nos testes e exames a escrita manual torna-se extremamente difícil para as crianças com DGA. Considere hipóteses alternativas. Ensine-as a usar um computador ou uma máquina de escrever. Aceite que elas ditem o seu teste a um colega ou ao professor. Permita-lhes fazer os testes oralmente.
42. Tente ser uma espécie de maestro na execução de uma sinfonia. Antes de começar atraia a atenção da orquestra. Pode usar o silêncio ou algumas pancadas na mesa com a batuta. Mantenha a turma com alguma harmonia apontando para diferentes partes da sala consoante necessitar da ajuda desse sector.
43. Sempre que possível, encontre para cada aluno um companheiro de estudos em cada uma das disciplinas. Não esquecer de escrever o respectivo número de telefone.
44. Generalize e normalize a forma de tratamento que dá ao aluno com DGA por forma a atenuar o estigma.
45. Encontre-se frequentemente com os pais. Este facto evita que os encontros sejam sinónimo de problemas ou crises.
46. ENCORAJE o aluno a ler alto em casa. Sempre que possível utilize a leitura em voz alta na sala de aula. Use o contar e recontar de histórias. Ajude a criança a desenvolver a capacidade de se centrar num só tópico.
47. REPITA. REPITA. REPITA.
48. EXERCÍCIO! Um dos mais eficazes tratamentos dos DGA é o exercício em conjunto da criança e do adulto. De preferência exercícios vigorosos. O exercício contribui para gastar a energia em excesso, ajuda a focalizar a atenção, estimula a produção de algumas hormonas e neuroquímicos que são benéficos e, além disto, é divertido. Assegure-se de que o exercício é divertido e pode ter a certeza que a criança continuará a fazê-lo até ao fim da sua vida.
49. Com alunos mais velhos, dê ênfase à preparação antes de entrar para a aula. Quanto mais completa for a ideia que o jovem tem do que se vai tratar na aula, melhor será o seu domínio sobre as matérias tratadas.
50. Esteja sempre atento a um momento de lampejo, de cintilação. Estas crianças são, normalmente, mais talentosas e dotadas do que parecem. Estão cheias de criatividade, espírito lúdico, espontaneidade e boa disposição. Têm tendência para ser um pouco convencidas e gabarolas mas também a ter um espírito generoso, sempre prontas e alegres por ajudar os outros. Têm, normalmente "qualquer coisa especial" que os faz salientar onde quer que estejam. Lembre-se que existe uma melodia dentro de toda esta cacofonia, existe uma sinfonia que espera ser escrita.
Edward M. Hallowell, MD e John J. Ratey, MD - 1992- in "Internet for Minnesota Schools Project"Tradução de Jorge M.C. Santos

A propósito do Dia Mundial da Criança...Pais e Professores: Muitas maneiras de elogiar uma criança




Estás no bom caminho…
És especial!
Excelente, Excelente!

Bom trabalho. Notável!

Estou orgulhoso/a de ti.
Super Estrela.
Lindo trabalho.
Muito Bom

Estás muito melhor. Agora só tens que …

És bonito/a.
És um/a vencedor/a
Fazes-me muito feliz

És importante para mim.
Fantástico!
Lindo/a.
És espectacular
És um/a querido/a

Super trabalho!
Bonito trabalho!
Agora nada te pode parar.

És fantástico/a
És precioso/a

Trabalho fantástico
Já descobriste o segredo.

És responsável
Bingo!

És divertido/a
Maravilhoso/a!
Excelente

Trabalhaste muito.

És um tesouro
És um/a bom/boa amigo/a

Isso é correcto
Um grande abraço

És incrível
Gosto de ti

És sensacional
Alegras o meu dia

És único/a
Super trabalho
És o/a melhor

Hoje fizeste-me feliz
Sabes que te amo

Significas o mundo para mim
És uma alegria

És o/a meu/minha camarada
És maravilhoso/a

http://www.elchildrenshome.co.za/Cld_101ways.htm

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Projecto "Pais e Amigos"




(Sob a coordenação da Docente do Ensino Especial )

Realizou-se a 1º fase do Projecto da Salinha dos Pandas “ Pais e Amigos”, no qual participaram para além da docente do Educação Especial, os pais e amigos de um aluno que frequenta esta sala.
Este Projecto surgiu da necessidade de tornar o ambiente mais agradável e acolhedor para quem diariamente frequenta a sala, melhorando-a visualmente. Para tal foi solicitado pela Docente a colaboração para a realização da pintura de um painel enorme que se situa logo de frente para à porta de entradada sala, de forma a transformar o ambiente frio e impessoal desta, num ambiente acolhedor, calmo, divertido e cuidado.
Foram surgindo ideias e conjugando-se propósitos e com a boa vontade, interesse e empenho de todos os participantes no dia 28 de Janeiro de 2008 concretizou-se, com MUITO SUCESSO!!!
A sala ficou simplesmente FANTÁSTICA com o um painel pintado com divertidos animais marinhos.
Os alunos esses ficaram verdadeiramente encantados com a sua “nova” sala e com o carinho desta “prenda”.
Aos Pais e Amigos deste menino, mais uma vez agradeço em meu nome e de todos os alunos beneficiados pela vossa cooperação.
OBRIGADA!!!
A Docente Cláudia Baptista

Visitámos os animais da Quinta Pedagógica

Fizemos um bolo "Trança de Natal"